ARU – Braga Nascente

Delimitação da ARU:

Esta área foi aprovada por Deliberação da Assembleia Municipal de 07/10/2016 relativa à alteração da ARU de Braga Sul e delimitação das ARU Braga Norte e Braga Nascente, publicada em Edital N.° ED/41/2017 de 13/02/2017 e em Diário da República, 2.ª série, N.º 44 de 2 de março de 2017, sob o Aviso n.º 2216/2017 – “Delimitação de Áreas de Reabilitação Urbana”.

Documentos disponíveis através dos seguintes atalhos:
Edital
Aviso

 

ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA DE BRAGA NASCENTE: O NOVO CENTRO URBANO DO SÉCULO XXI

Os pressupostos de base definidos para a proposta de delimitação da ARU de Braga Nascente, estão diretamente relacionados com a estratégia global de intervenção para a cidade de Braga, que, mantendo um particular enfoque no Centro Histórico, procura enfatizar a articulação com o seu primeiro anel de expansão urbana, onde se encontra o território aqui denominado por Braga Nascente, favorecendo assim o “contágio” das dinâmicas de reabilitação e requalificação em curso no Centro Histórico.

Da leitura das principais características, condicionantes, dinâmicas e necessidades do território em análise e da reflexão técnico-política, resultou ainda um conjunto adicional de pressupostos específicos a ter em conta na apresentação da proposta de delimitação da ARU de Braga Nascente, concretamente:

  • Reforçar a oferta de espaços verdes urbanos, estando prevista a criação de um eco-parque na área verde que engloba o Monumento Nacional do Sistema de Abastecimento de Águas à cidade de Braga no século XVIII, designado por “Sete Fontes”, aliás alvo de um Plano de Pormenor de Salvaguarda, que está a ser elaborado pelo Município.
  • Abarcar o conjunto de grandes equipamentos em presença, com destaque para o Campus Universitário de Gualtar da Universidade do Minho, o Hospital de Braga, a Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, o INL - Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, bem como outros previstos, caso do MEDTECH e do Innovation Arena, melhorando a articulação destes grandes equipamentos com os tecidos edificados e infraestruturas pré-existentes.
  • Abranger o conjunto de bairros de matriz social, de épocas, volumetrias, tipologias e estado de conservação distintos, mas que necessitam de melhorias ao nível das condições de habitabilidade e de inserção urbana (Bairro da Alegria, Bairro Social das Enguardas).
  • Englobar loteamentos e urbanizações de iniciativa privada, das décadas de 70-90 do século XX, com défice de qualificação e integração ao nível do espaço público e ambiente urbano e sérias carências ao nível da hierarquização viária, da acessibilidade pedonal, do acesso às garagens privadas e estacionamento automóvel (Areal de Cima, Areal de Baixo).
  • Assegurar a união entre os limites da ARU do Centro Histórico e a nova ARU de Braga Nascente, não excluindo nenhuma área urbana adjacente à primeira, possibilitando a qualificação e melhoria das articulações entre as várias áreas, em especial na ligação do Centro Histórico ao Pólo da Universidade do Minho (Rua de D. Pedro V/Rua de Santa Cruz). Resolução de conflitos em pontos de especial tensão, que implicam vários níveis de atravessamento, como é o caso da Rotunda das Piscinas (Eixo Norte/Sul, Rodovia) e envolvente, amenizando o “efeito barreira” que a variante urbana constitui.
  • Englobar edifícios industriais abandonados e/ ou em ruína em presença na área Nascente da cidade, com destaque para a antiga Fábrica Confiança.

 

ORU – Braga Nascente

ORU a ser publicada dentro de 3 anos após publicação da ARU, cumprindo os seguintes objetivos:

Através de projetos estruturantes nestas novas áreas, procurar-se-á promover a regeneração urbana, como também alargar a dinâmica privada da reabilitação urbana a toda a malha consolidada da cidade.

A estratégia de intervenção para a reabilitação desta área da cidade de Braga deverá assentar nos seguintes objetivos específicos:

A. Aumentar o nível de articulação urbana entre os três subsistemas existentes na área: estruturas ecológicas e ambientais; equipamentos coletivos e áreas residenciais;

B. Melhorar o nível de qualidade dos arruamentos urbanos, adequando-os aos seus usos diferenciados e consolidando seja os percursos internos, seja os de penetração na área;

C. Revitalizar e dinamizar a utilização do sistema de equipamentos coletivos, beneficiando do efeito de atratividade atual de alguns desses equipamentos;

D. Aumentar a inserção urbana e social dos conjuntos habitacionais da área, nomeadamente reforçando as condições de habitabilidade e a qualidade do espaço público intersticial;

E. Promover a mobilidade sustentável através essencialmente dos modos ciclável e pedonal.