UMA VISÃO CONCERTADA PARA A REABILITAÇÃO URBANA

UMA VISÃO CONCERTADA PARA A REABILITAÇÃO URBANA
Ricardo Rio - Presidente da C.M. de Braga

 

Com a aprovação das novas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), o Município de Braga pretende estender a dinâmica de revitalização económica e de reabilitação urbana para lá dos limites do centro histórico da Cidade – que queremos também reforçar como um espaço privilegiado em termos da qualidade de vida, da centralidade das actividades e da inovação -, favorecendo o surgimento e a afirmação de novas centralidades com elevado potencial de atracção e de transformação.

Este documento, que consiste no processo de delimitação de duas novas ARU na Cidade - ARU de Braga Norte e ARU de Braga Nascente - e a alteração de uma das ARU existente - Braga Sul -, está sustentado no princípio de actuação que tem norteado as iniciativas Municipais nas mais diversas áreas: o da concertação dos agentes e das instituições, das iniciativas públicas e privadas e dos respectivos investimentos num projecto comum.

A articulação com os agentes privados é um dos factores fundamentais para o sucesso da regeneração urbana da Cidade. Ao Município cabe, cada vez mais, este papel catalisador e orientador de ser um parceiro activo e dinamizador das iniciativas privadas ao nível da regeneração urbana. Deste modo, consideramos que os investimentos alvo de candidatura através do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) e os investimentos previstos ao nível das instituições e dos privados constituem uma forte alavanca para o processo de regeneração urbana.

A criação do Conselho Estratégico para a Regeneração Urbana (CERPUB) é o espelho da política pública que queremos implementar: participada, inclusiva e abrangente, dando aos agentes e às instituições uma voz activa e um papel central na construção de Braga.

Acreditamos que a intervenção de reabilitação prevista para o Convento de S. Francisco, fruto de uma parceria com a Universidade do Minho; a construção da Cidade Desportiva apoiada no projecto da Academia do S.C. Braga e as parcerias com a Universidade do Minho e com empresas de referência como a Bosch, entre outras, serão fortes âncoras capazes de regenerar todo o tecido urbano envolvente. A estas iniciativas que contam com o inestimável apoio dos agentes privados aliam-se as intervenções públicas previstas para o Parque de Exposições de Braga, para o Parque Eco-Monumental das Sete Fontes e para a intervenção nos Bairros Sociais de Santa Tecla, Enguardas e Picoto.

Estamos convictos que, com a aprovação das novas ARU e a alteração de uma ARU existente, estamos a dar um enorme impulso com vista a incentivar a reabilitação urbana, nomeadamente o edificado e o espaço público que evidenciam níveis de degradação física consideráveis, adoptando ao mesmo tempo modelos concertados com as crescentes preocupações sociais, culturais e económicas. Vamos, para isso, criar também condições ao nível dos incentivos fiscais para potenciar o investimento privado, de modo a que condomínios e proprietários possam avançar com intervenções de reabilitação.

Braga assume-se hoje como uma porta aberta para a regeneração urbana.

Ricardo Rio
Presidente da Câmara Municipal de Braga